quarta-feira, 10 de março de 2010

anãozinho burocrata!

Eu tava na Augusta andando um pouco a frente da galera e quando olhei pra trás, o Jô estava caído no chão e o pessoal estava em volta dele. Saí correndo, empurrei todo mundo e vi que o Jô estava ensangüentado! Tinha levado um tiro! Peguei ele no colo e saí xingando todos os malditos amigos apáticos, que pareciam estátuas boquiabertas!

Por sorte, na primeira esquina que eu virei havia um hospital com 3 ambulâncias na porta. A primeira estava de saída e nas outras duas não tinha ninguém dentro. Chutei a porta do hospital, entrei e fui atendido por um médico anão. Expliquei que era uma EMERGÊNCIA e o maldito anão respondeu dizendo que eu precisava pegar um elevador com meu irmão! Subimos enquanto o anãozinho falava sobre preencher uma papelada antes do atendimento!!! Quando a porta abriu, larguei meu irmão no chão e parti pra cima do anão burocrata! Já estava prestes a matar o maldito quando o relógio despertou.

Salvo pelo gongo! Te mato no próximo sonho.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Lodo


O castigo sobre o corpo
Saudando os mortos de sangue quente
Puxando os julgados à derrota

O comodismo humano se farta num banquete de indiferença e a ação morre atrofiada.
A carne sem alma como castigo

A passividade não se incomoda com seu estado mórbido sujeitado ao caráter austero da realidade, nem mesmo quando o meio cospe em sua cara seus próprios demônios.

Brindemos ao lodo que afunda a relva da natureza humana até o caule
Fazendo o âmago ceder ao triunfo da morte,
Que às vezes vem fechar os olhos da dor,
Salvando o inseparável sofrimento do seu manto apático.