quarta-feira, 27 de março de 2013

o catiripapo

Eu, minha preta, a Lívia, o Jô e a véia fomos parar num pagode em Guarulhos. Enquanto arrumávamos uma mesa, minha preta sentou numa cadeira qualquer.

- Pronto pretinha, pode vir sentar aqui.

Um malandro pra lá de folgado e já meio mamado se intrometeu:

- Deixa a mina ficar onde quiser meirmão.

O clima ficou tenso, o samba parou e o mané ficou fazendo marra, me encarando e dando uns jabs no ar pra tentar intimidar. O cara era grande, mas eu tava sereno. No instante perfeito, quando ele baixou o braço esquerdo, eu soltei um cruzado na nuca. Foi um catiripapo pesado atrás do pé da orelha. O malandro bambiou, vacilou e eu atropelei. Aí a galera do samba separou o auê e mandaram o fulano dar linha.

Depois de um tempo, colou o Douglinhas que cumprimentou a galera e já foi ter com uma galega. No meio da conversa falei pra ele que, se ele tivesse no pagode na hora da briga eu me sentiria mais seguro (já que ele tá todo bombadinho e treinando várias lutas) e já saia dando umas caderadas pra gente arrumar um auê generalizado, mas o malandro disse que treina só por esporte, que brigar nem é com ele. O que liga é colar no samba pra se enroscar com a mulherada.

Douglinhas... um dos melhores, da matilha dos coyotes do Brás.